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sábado, agosto 06, 2011

Spotmag na Última Moda, coluna da Folha!!!

Na sexta saiu na Última Moda (blog da coluna), da Folha de S. Paulo, a entrevista que eu fiz com os estilistas da Leitmotiv logo após o desfile que fechou o Colombiamoda 2011. Para quem não sabe, a coluna é assinada pelos queridos e talentosos, sem dizer ótimos jornalistas, Vivian Whiteman e Pedro Diniz e é leitura obrigatória de todo mundo que gosta de moda.

Dá um look na matéria:

ENTREVISTA

Novo hype da estamparia, Leitmotiv desfila na Colômbia

A grife Leitmotiv, marca da dupla ítalo-colombiana Fabio Sasso e Juan Caro, foi o destaque do evento de desfiles Colombiamoda 2011, que terminou na semana passada. Na passarela, a estamparia preciosa que fez a grife se tornar uma das novas queridinhas dos jovens fashionistas.

A marca nasceu em 2008, nos fundos de uma casa em Bolonha, na Itália, e estourou depois de vencer o concurso de jovens designers promovidos pela fast fashion Mango, em 2010, com Jean Paul Gaultier entre os jurados.

Oficialmente, a Leitmotiv apresenta suas coleções na Semana de Moda de Milão. Após o desfile na fashion week colombiana, em Medellín, onde esteve como convidada especial, a dupla falou com a Folha sobre seu trabalho:

*

Folha - Como vocês criam as estampas?
Fabio Sasso e Juan Caro - Juntamos referências de viagens, como paisagens, pessoas e postais, mas tudo o que salta aos nossos olhos é candidato a ser tornar uma estampa.

O que vem primeiro, a estampa ou a roupa?
As estampas sempre aparecem antes. Só depois pensamos em como aplicá-las a peças de roupa.

Qual o diferencial da marca?
A criação de 100% das estampas que usamos. assinamos todos os desenhos. nossa formação vem das artes plásticas, e a moda é nosso canal de expressão.

A foto acima foi a escolhida para ilustrar a matéria, mais foto, clique aqui. E a coluna Última Moda, aqui.

***
"On Friday came the latest fashion (blog column), the Folha de S. Paul, the interview I did with the designers of the leitmotiv after the parade which closed Colombiamoda 2011. For those unaware, the column is signed by the talented ones, and without saying a great journalist, Vivian Whiteman and Pedro Diniz and is required reading for everyone who likes fashion.
Have a look in this:
INTERVIEW
New hype stamping, Leitmotiv show its colection in Colombia
The Leitmotiv, brand of dual Italian-Colombian Fabio Sasso and Juan Caro, was the highlight of the event shows Colombiamoda 2011, which ended last week. On the runway, the stamping precious that made the brand become one of the new darlings of young fashionistas.
The brand was born in 2008 in the back of a house in Bologna, Italy, and broke after winning the contest of young fashion designers sponsored by Mango fast in 2010, with Jean Paul Gaultier among the jurors.
Officially, the leitmotiv presents its collections at Milan Fashion Week after the parade at the fashion week in Colombia, in Medellin, where he was invited on, the duo spoke to Leaf about his work:
Folha - How do you create the prints?
Fabio Sasso and Juan Caro - Travel We add references, such as landscapes, people and postcards, but everything that strikes the eye is our candidate to make a pattern.
What comes first, the print or clothing?
The prints always appear first. Only then think about how to apply them to garments.
What brand differentiation?
The creation of 100% of the prints we use. signed all the drawings. our training comes from the fine arts, and fashion is our means of expression.
The above photo was chosen to illustrate the matter more photos, click here. (Translation by Google)"

sábado, fevereiro 05, 2011

Bate-papo com Vivian Whiteman

A brilhante editora de moda da Folha de S. Paulo (Última Moda) esteve no bate-papo Uol da última quinta-feira, dia 3, e falou um pouco de tudo, de marcas bacanas a tendências que estarão no quarta-roupa dos fashionistas na próxima estação.

O blog aproveitou a oportunidade e fez algumas perguntinhas para a Vivi, veja só:

1-O que você achou da cobertura do fashion week? Você acha que se faz crítica de moda no Brasil?
Olha só, no meu trabalho eu faço crítica de moda, ou seja, procuro ler as imagens que vejo na passarela usando referências de cultura, de política, enfim, do nosso tempo. Mas é fato que existem mais análises técnicas e comentários soltos do que críticas estruturadas.

2-Lá fora os desfiles são cheio de celebridades... passarela e platéia... vide o último feminino de Tom Ford, que tinha até Beyonce desfilando... O que você acha das críticas à Colcci por conta disso. Não acha que é um pouco pegação no pé? Acho obrigação do jornalista que está lá cobrindo falar da roupa e muitos se prendem ao entorno... By the way, achei que a Colcci melhorou muito e você, que pensa?
Você tem razão. Os atrasos foram muito chatos mesmo, mas o fato de ter celebridade na passarela não é um problema. Os famosos estão intimamente ligados à indústria da moda e o espetáculo é o motivo de uma grife ultracomercial como a Colcci estar na SPFW. Também achei a coleção mais simpática! E tomara que na próxima edição a Colcci traga um super gato do rock! Hahahaha...

3-Vi muitas peças copiadas de coleções internacionais, você acha que deveria haver uma "curadoria" da Luminosidade (a empresa que organiza o SPFW) para que isso não aconteça já que atrapalha criação de uma imagem de moda Made in Brazil?
Hoje a questão da cópia é cada vez mais complicada. Tudo ou quase tudo já foi feito ao longo das décadas. Eu acho que as grifes deveriam investir em revisões do passado com olhares extremamente modernos, quebrar paradigmas. Acho q não cabe à Luminosidade controlar isso.

4-O que você acha do João Pimenta? Adoro as roupas dele, mas não acho que são roupas, tão mais para figurino... Dificilmente você consegue pegar uma peça da passarela e levar para a vida real. Como uma marca como essa pode virar negócio de sucesso?
Já vi muuuuuuuuita gente vestindo João, até porque ele tem uma coleção de loja mais comercial. E tem gente que usa mesmo as peças conceituais! Acho que o João tem uma grife de ateliê, ele já me disse em entrevista que não pretende ter um suuper negócio gigante. É um criador intimista. ;)

5-Qual estilista brasileiro causaria frisson mundial com uma coleção para H&M???
Dudu e Rita, da Neon. Ou Carô e Pity, da Amapô. Cor, energia e muita lokura loka.
Ou Carlos Miele!

* Veja o bate-papo completo aqui. Lição de moda!
** Foto acima, entrada final do desfile da Amapô.

***
"The brilliant fashion editor of Folha de S. Paulo spoke was in the chat Uol last Thursday, three days, and talked a little bit of everything from the coolest brands trends that will be on Wednesday clothing fashionistas.
The blog took the opportunity and made few questions for Vivi, get this:
1-What did you think coverage of fashion week? You think it is critical fashion in Brazil?
Look, I do my work in fashion critic, or try to read the images you see on the catwalk using references to culture, politics, finally, of our time. But the fact is that there are more technical analysis and commentary than criticism loose structured.
2-Outside the shows are full of celebrities ... catwalk and audience ... See the latest women's Tom Ford, who was parading up to Beyonce ... What do you think of the criticism of Colcci because of that. Is not that a little lime in the foot? I think that the journalist's obligation is there speaking covering clothing and many relate to the environment ... By the way, I thought the Colcci improved a lot and you think that?
You're right. The delays were very boring even, but the fact of celebrity on the catwalk is not a problem. The famous are closely linked to the fashion industry and the show is why a brand like ultracomercial Colcci SPFW be on. Also I found the nicest collection! And hopefully in the next edition Colcci bring a super cat rock! Hahahaha ...
3-I saw many parts copied from international collections, you think there should be a "curator" of brightness (the company that organizes the SPFW) for that not to happen because it hinders the creation of a fashion image Made in Brazil?
Today the issue of copying is becoming more complicated. All or almost all been done over the decades. I think brands should invest in revisions of the past and looks very modern, break paradigms. Guess it is not for brightness control that.
4-What do you think of João Pimenta? I love his clothes, but do not think clothes are, so much more to costume ... You can hardly pick up a piece of the catwalk and bring it to real life. As a brand like this can become a successful business?
I've seen people wearing loooooong John, because he has a collection of more commercial premises. And some people even use the concept pieces! I think John has a fashion studio, he told me in an interview that no one wants to have suuper business giant. It is an intimate creator. ;)
5-What would cause a stir worldwide Brazilian designer with a collection for H&M??
Dudu and Rita, from Neon. Pity or expensive and, from Amapô. Color, energy and lots lokura loka.
Or Carlos Miele!
See the full chat here. Lesson of fashion! (Translated by Google)"

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Estréia na Serafina: Sem moldura


Queria ter colocado aqui antes, mas só hoje tive tempo de ir atrás da imagem da revista que saiu no domingo. Essa é minha estréia na Serafina, com o Alcino e a Vivian. Nem preciso dizer o prazer de trabalhar com eles, uma das duplas que mais pensam moda aqui no Brasil (referência de qualquer um que goste do tema).

Essa primeira matéria é sobre beleza, sobre a tendência da "não sobrancelha". O bacana é que foi pautada antes do Fashion Rio... Para quem acompanhou viu que apareceu muito por lá. Tendência de passarela atrasada, mas mas...

Espero que gostem da matéria. Eu adorei. Acima, o print screen da página. Pena que o passo a passo não esteja disponível junto com o texto no site da Folha.

Ah, para quem está se perguntando o que é Serafina; é a revista bacanuda da Folha de S. Paulo só com top colaboradores (e eu sou um deles, heheheh). A publicação é mensal.

BELEZA

Sobrancelha apagada é o novo hit da maquiagem

por MÁRIO ARAUJO

SEM MOLDURA

Aprenda como fazer o look "sem-sobrancelha", nova tendência de beleza vinda das passarelas

Há mais de 400 anos, a rainha Elizabeth 1ª já desfilava com as sobrancelhas apagadas nas cortes inglesas. Mas desde o ano passado o visual "cara limpa", que deixa os olhos sem a moldura de pêlos, virou tendência nas campanhas publicitárias de grandes grifes, nas semanas de moda e, agora, entre as descoladas .

O desaparecimento da sobrancelha é um choque de imagem. A top Adriana Lima, uma das angels da Victoria´s Secret, mudou seu look de gostosa para andrógina ao posar de testa lisa na campanha outono-inverno 2009 da Givenchy. As grifes Balenciaga, Prada e Alexander McQueen também apagaram os pêlos das modelos em seus últimos desfiles.

"A sobrancelha é o foco do make hoje. Até redes de fast fashion, como a H&M, estão usando o visual nude em suas campanhas", diz Fabiana Gomes, maquiadora sênior da MAC no Brasil.

Os stylists aprovam, mas alertam: não é para todas. "Fica lindo, mas a menina precisa bancar o estilo", diz David Pollak, que já encontrou algumas amigas usando o novo visual no circuito Jardins-Baixo Augusta. "Executivas, por exemplo, devem evitar", completa Chiara Gadaleta.

Mesmo as estilosas precisam ter cuidado. "Quando apagamos a sobrancelha, as imperfeições saltam", lembra Robert Estevão, beauty-artist da agência Capa.

Há três formas de se apagar a sobrancelha: raspar, descolorir ou cobrir com make. Os maquiadores indicam a última opção, menos radical. Nesta página, Terry Barber, chefe do departamento de make artístico da MAC na Europa, ensina como fazer o look em casa. Depois é só sair e causar impacto!

***

"I wanted to put here before, but only now had time to go behind the image of the magazine. This is my debut in Serafina, with Alcino and Vivian. Needless to say here the pleasure of working with these two amazing people that I've already talked a lot here on this blog - one of the pairs to 'think fashion' here in Brazil (referring to anyone who likes the subject). This first story is about beauty/make, about the trend of "no eyebrow". The cool thing is that has been pitched before the Fashion Rio.. For those who followed saw that appeared much there. Trend runway late, but but... I hope you enjoy. I loved it. Above, the print screen of the page. Too bad the walkthrough is not available with the text. Ah, for those who are wondering what is Serafina, is the amazing magazine published by Folha de S. Paul only with top journlists (and now I'm one of them). The publication is monthly.
BEAUTY - Eyebrow erased is the new hit of makeup by MARIO ARAUJO

WITHOUT FRAME
Learn how to look "no-brow" new trend of beauty from the catwalk
For over 400 years, Queen Elizabeth the 1st have walked with the eyebrows erased in the English courts. But since last year the new "clean face", which leaves the eyes without the frame of hair, has become a fad in advertising campaigns for big brands in fashion weeks and now, between it-people. The disappearance of the eyebrow is a shock image. Top model Adriana Lima, one of the angels of Victoria's Secret, has changed her look to sexy to pose as the androgynous smooth forehead campaign fall-winter 2009 by Givenchy. The brands Balenciaga, Prada and Alexander McQueen also deleted the hair of models in his last shows. "The eyebrow is the focus of today make. So Fast-fashion, like H&M are using the visual nude in their campaigns," says Fabiana Gomes, senior MAC makeup artist in Brazil. Stylists approve, but warned: not for all. "It is beautiful, but the girl needs to play the style," says David Pollak, who has found some friends using the new look on the circuit Gardens Low-Augusta. "Executive, for example, should avoid," adds Chiara Gadaleta. Even the stylist need to be careful. "When we delete the eyebrow, the imperfections jump," says Robert Stephan, beauty-artist agency Capa. There are three ways to delete the eyebrow: scratch, discolor or cover with make. The makeup indicate the latter, less radical. On this page, Terry Barber, head of the MAC make art in Europe, teaches how to look at home. Then just go out and make an impact! (Translated by Google)"

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Será o fim dos desfiles???

Adoro quando tem post pense moda nos blogs que acompanho. A super boa da semana é a discussão lançada por Alicino Leite Neto, sempre ele, no Ilustrada na Moda. O brilhante jornalista da Folha de S. Paulo lança questionamentos sobre o futuro do modelo mais tradicional de apresentação de coleções, além de contar a história sobre a origem de tudo. Para quem gosta de moda e de história, corre para lá agora e devora. O link está aqui (em português). Para quem gosta de pensar, uma coluna assinada pelo jornalista é publicada toda sexta-feira no caderno Ilustrada, do jornal Folha de S. Paulo (leitura obrigatória). Foto acima, desfile de Ronaldo Fraga.

***

"I love when the blogs that I follow make think fashion posts. The best of the weeki s the discussion launched by Alicino Leite Neto, once again, in the Ilustrada na Moda. The brilliant journalist from Folha de S. Paulo newspaper pushs doubts on the future of the more traditional model of presentation of collections (the runaway), and also explain origin of everything - simple, soft and brilliant. For those who like fashion and history, run over there now and devours. The link is here (sorry, but junt in Portuguese). (Translated by Google)"

sábado, outubro 17, 2009

A moda morreu

Para quem não viu, a coluna Última Moda, da Folha de S. Paulo, assinada pelo grande jornalista Alcino Leite Neto, um dos poucos pense moda da indústria, publicou na edição de ontem uma entrevista com Christophe Lemaire, o estilista responsável pela modernização da Lacoste. Nela, Lemaire disse que é o fim da era de consumo desfreado. Veja matéria completa abaixo:

A moda morreu, viva a moda

Para o diretor de criação da Lacoste, Christophe Lemaire, crise vai mudar o modo como as pessoas pensam o consumo e as roupas Toda uma era da moda está chegando ao fim, precipitada pela recessão econômica. Foi esse o sentimento que percorreu a temporada de desfiles do hemisfério Norte, encerrada na última semana. Não foi uma sensação que atingiu apenas aqueles que observam a moda de fora mas também os que a constróem dentro das grifes, como o estilista Christophe Lemaire, diretor de criação da Lacoste. "A sociedade de consumo chegou ao fim de uma certa lógica", afirma Lemaire. "Para além da crise econômica, creio que as pessoas estão num processo de tomada de consciência, que começam a compreender que não se pode continuar nesse ritmo de consumo. É um suicídio coletivo." Discreto e sofisticado, Lemaire, 44, é um estilista que merece ser observado com atenção. Ele tem realizado com sucesso o mais difícil dos trabalhos: é responsável pela renovação estilística por que passa a Lacoste nos últimos anos, sem transgredir os códigos essenciais desta marca clássica de sporstwear, criada em 1933. Com experiência na alta costura, na qual trabalhou para Christian Lacroix e Thierry Mugler, Lemaire está na Lacoste desde 2002. Paralelamente, mantém sua grife própria, com uma loja no Marais, em Paris. Nas horas vagas, é um leitor voraz, fã de Joris-Karl Huysmans (1898-1907), e um cinéfilo apaixonado por Eric Rohmer. Em suas coleções para a Lacoste, a sutileza, o rigor e o pragmatismo são os instrumentos que o ajudam a equilibrar tradição e mudança, elegância e descontração. Com seu trabalho, a Lacoste renovou suas silhuetas, ganhou charme contemporâneo e expandiu de maneira exuberante sua paleta de cores -Lemaire é um colorista de mão cheia. Na entrevista a seguir, feita em Nova York, onde a Lacoste desfila, ele explica porque acha que uma época da moda acabou -e outra está começando.

FOLHA - Por que a sua nova coleção foi baseada no fotógrafo Jacques-Henri Lartigue (1894-1986)?
CHRISTOPHE LEMAIRE - As imagens dele foram as primeiras coisas que me vieram à cabeça quando comecei a trabalhar para a Lacoste. Há muita coisa em Lartigue que é também do universo da grife. Ambos pertencem à mesma época, estão ligados àquela alta sociedade francesa liberal, que já viajava bastante, praticava esportes, o que era muito moderno. Foi uma idade de ouro da França e ao mesmo tempo já era a decadência.

FOLHA - O estilo Lacoste precisa sempre ter alguma referência retrô, como no caso de Lartigue?
LEMAIRE - Não necessariamente, mas há um charme retrô na Lacoste e ele não é um problema. Isso ocorre porque se trata de uma marca clássica, no bom sentido do termo.

FOLHA - O que o sr. pode e o que não pode fazer quando deseja modernizar o estilo da marca?
LEMAIRE - Curiosamente, as principais interdições sou eu mesmo que as coloco. Para mim, fazer a direção artística de uma marca como a Lacoste é impor um vocabulário estilístico, definindo as coisas que pertencem e as que não pertencem ao universo da grife. Então, sou o mais exigente, porque penso que, no longo prazo, é assim que escreveremos a singularidade e a força da Lacoste.

FOLHA - Pode dar um exemplo?
LEMAIRE - Sim. Às vezes, o departamento comercial me diz: "Está na hora de fazer estampas florais, de usar botões dourados, de fazer isso e aquilo...". Eu respondo: "Mas isso não é a Lacoste. Não faremos".

FOLHA - O sr. pode mudar alguma coisa na famosa camisa polo?
LEMAIRE - A polo clássica é intocável, pois é vendida aos milhões, a cada hora. Seria estúpido mudar. Por outro lado, paralelamente, posso inventar outros modelos. Como você viu no desfile, a logomarca apareceu ora maior, ora menor.

FOLHA - Por que as cores da logomarca não podem ser alteradas?
LEMAIRE - Era o meu propósito, quando entrei para a Lacoste. Queria fazer crocodilos de todas as cores. Mas por razões legais, pois há muito pirataria, não podemos. A família Lacoste também não está de acordo com as mudanças. Mas, como sou muito teimoso, insistirei.

FOLHA - Por que a Lacoste, que é uma das mais famosas marcas francesas, desfila em Nova York?
LEMAIRE - A razão principal é que, em Nova York, podemos mostrar a moda feminina e masculina ao mesmo tempo, e os jornalistas de ambos os setores estarão reunidos na cidade. Além disso, por ser uma marca de sportswear, achamos que seria melhor compreendida em Nova York do que em Paris, onde as pessoas sempre esperam algo mais experimental.

FOLHA - O sr. trabalhou para a alta costura. Existe futuro para ela?
LEMAIRE - A alta costura acabou. Seu período áureo foi entre os anos 1920 e 1960, quando havia uma aristocracia de gosto que tinha dinheiro. O problema hoje é que as pessoas têm dinheiro, mas não têm gosto.

FOLHA - Como vê a moda, hoje?
LEMAIRE - O que sempre me irrita na moda é esta espécie de histeria, de condicionamento midiático e comercial que consiste em dizer que você deve mudar suas roupas em todas as estações, que precisa ter sempre alguma coisa dita nova. Acho que a elegância não tem nada a ver com isso. Aliás, prefiro o estilo à moda.

FOLHA - Qual é a diferença?
LEMAIRE - A moda hoje não tem nada a ver com a sensibilidade, mas com a informação. As pessoas acreditam que ter informação é ter poder. Não é muito complicado passar o seu tempo vendo blogs, lendo a imprensa, mas penso que é inútil. Para mim, bom e enriquecedor é aprender a me conhecer, descobrir como é o meu corpo, qual é a minha personalidade, quais são os meus valores. A moda faz parte da cultura, no sentido forte do termo. Decidir o que quero ler e comer, como eu quero viver e me vestir -para mim, tudo isso faz parte da mesma coisa. Essa ideia de que estar na moda é comprar um guarda-roupa novo a cada temporada nunca me interessou.

FOLHA - A recessão pode mudar a relação das pessoas com a moda?
LEMAIRE - Sim, tenho a impressão que já começamos a voltar a pensar em termos de qualidade e autenticidade. É interessante como a nova geração procura coisas mais clássicas e adota uma relação mais atemporal com a moda.

FOLHA - A situação atual não favorece muito mais o consumo de roupas mais baratas?
LEMAIRE - Chanel dizia que nós somos muito pobres para comprarmos coisas de má qualidade. A ecologia é isso: obter qualidade. Vamos ter que comprar menos e melhor. É toda uma educação a ser refeita. Sei que vai levar tempo. Mas não temos escolha. Teremos que nos questionar sobre como vivemos e também como vestimos, revendo nossa relação com os objetos e o consumo.

FOLHA - Essa ideia não deve agradar muito aos comerciantes.
LEMAIRE - Evidentemente, se você diz isso para um homem de negócios, ele não vai gostar. Mas a sociedade de consumo chegou ao fim de uma certa lógica. Para além da crise econômica, creio que as pessoas estão num processo de tomada de consciência, que começam a compreender que não se pode continuar nesse ritmo de consumo. É um suicídio coletivo.

***

"Who has not seen, the column Last Fashion, the Folha de S. Paul, signed by the great journalist Alcino Leite Neto, one of the few think the fashion industry, published in yesterday's edition an interview with Christophe Lemaire, Lacoste's designer responsible for the modernization of the brand. In it, Lemaire said it is the end of consumerism. See the full article below: Latest Fashion ALCINO LEITE NETO - ultima.moda @ grupofolha.com.br Fashion dead, long live fashion For the creative director of Lacoste, Christophe Lemaire, the crisis will change the way people think about consumption and the clothes was a whole fashion is coming to an end, hastened by the economic recession. That was the feeling that went through the parade season in the North, closed last week. There was a feeling that was only those who observe from outside the fashion but also those who build within the brands, such as designer Christophe Lemaire, the creative director of Lacoste. "The consumer society has reached the end of a certain logic," said Lemaire. "In addition to the economic crisis, I think people are in the process of awareness, they begin to understand that we can not continue at this rate of consumption. It is a collective suicide." Discreet and sophisticated, Lemaire, 44, is one designer who deserves to be observed carefully. He has successfully performed the most difficult work: it is responsible for the renewal of style that Lacoste is in recent years, without breaking the codes of that mark classic sportswear, established in 1933. With experience in haute couture, where he worked for Christian Lacroix and Thierry Mugler, Lemaire in Lacoste since 2002. At the same time, maintains its own brand, with a shop in the Marais in Paris. In his spare time, is a voracious reader, a fan of Joris-Karl Huysmans (1898-1907), a movie buff and love with Eric Rohmer. In his collections for Lacoste, the subtlety, rigor and pragmatism are the instruments that help to balance tradition and change, elegance and relaxation. With his work, Lacoste renewed their silhouettes, and contemporary charm won exuberantly expanded its color palette-Lemaire is a colorist handful. In the following interview, done in New York, where Lacoste parade, he explains why he thinks a season of fashion-ended and another is beginning. LEAF - Why does your new collection was based on the photographer Jacques-Henri Lartigue (1894-1986)? CHRISTOPHE LEMAIRE - The images of him were the first thing that came to mind when I started working for Lacoste. There is much at Lartigue who is also the designer of the universe. Both belong to the same time, are linked to that liberal French high society, who has traveled a lot, played sports, which was very modern. It was a golden age of France and at the same time it was the decay. LEAF - Lacoste style must always have some reference retro, as in the case of Lartigue? LEMAIRE - Not necessarily, but there's a retro charm in Lacoste and it is not a problem. This is because it is a classic brand in the best sense of the term. SHEET - What sr. can and can not do when you want to modernize the style of the brand? LEMAIRE - Interestingly, the main prohibitions is myself that I put. For me, making the artistic direction of a brand like Lacoste to impose a stylistic vocabulary, defining things belonging and not belonging to the universe of the brand. So, I'm demanding because I think in the long term, so write the uniqueness and strength of Lacoste. LEAF - Can you give an example? LEMAIRE - Sometimes Yes, the sales department tells me: "It's time to make floral prints, using gold buttons, to do so and so ...". I say, "But that's not the Lacoste. We will not do." LEAF - Mr.. can change something in the famous polo shirt? LEMAIRE - The classic polo is untouchable because it is sold by the millions every hour. It would be stupid to change. Moreover, in parallel, I can invent other models. As you saw in the parade, the logo appeared sometimes more, sometimes less. LEAF - Why are the colors of the logo can not be changed? LEMAIRE - It was my intention when I went to Lacoste. I wanted to do crocodiles of all colors. But for legal reasons, for there is much piracy, we can not. Lacoste family also does not agree with the changes. But, as I am very stubborn, insist. LEAF - Why Lacoste, who is one of the most famous brands in France, parades in New York? LEMAIRE - The main reason is that in New York, we can show the women's and men at the same time, and journalists from both industries will gather in the city. Moreover, being a brand of sportswear, it was best understood in New York than in Paris, where people always expect something more experimental. LEAF - Mr.. worked for the couture. Is there a future for it? LEMAIRE - The haute couture is over. His heyday was between the years 1920 and 1960, when there was an aristocracy of taste that had money. The problem today is that people have money, but have no taste. LEAF - How does the fashion today? LEMAIRE - What always annoys me in this fashion is sort of hysteria, conditioning and commercial media that is to say that you should change your clothes in all seasons, which must always have something new called. I think that the elegance has nothing to do with it. In fact, I prefer the style to fashion. SHEET - What is the difference? LEMAIRE - Fashion today has nothing to do with sensitivity, but with the information. People believe that having information is power. It is very difficult to spend your time watching blogs, reading the press, but I think it is useless. To me, good and enriching is to learn to know me, find out how is my body, what is my personality, what are my values. Fashion is part of the culture in the sense of the term. Deciding what I want to read and eat, as I live and I dress for me, all part of the same thing. This idea that being fashionable is to buy a new wardrobe every season never interested me. SHEET - A recession could change the way people interact with fashion? LEMAIRE - Yes, I have the impression that we have begun to re-think in terms of quality and authenticity. It is interesting how the new generation for things classical and adopts a more timeless and fashion. LEAF - The current situation does not favor much the consumption of cheaper clothes? LEMAIRE - Chanel said that we are too poor to buy things of poor quality. Ecology is this: get quality. We will have to buy less and better. It's all an education to be redone. I know it will take time. But we have no choice. We'll have to ask ourselves how we live and also how to dress, reviewing our relationship with the objects and consumption. LEAF - This idea should not appealed to the traders. LEMAIRE - Of course, if you say that to a businessman, he will not like. But the consumer society is over a certain logic. In addition to the economic crisis, I believe that people are in a process of awareness, they begin to understand that we can not continue at this rate of consumption. It is a collective suicide. (Translated by Google)"

terça-feira, julho 21, 2009

O lado feio da moda

Vira e mexe o mundo da moda é assombrado por notícias que mancham sua imagem e abalam as estruturas. O assunto da vez, denunciado hoje pelo jornal Folha de S. Paulo, em matéria de Daniel Bergamasco, denuncia uma indústria de olheiros falsos, que enganam meninas e meninos em todo o Brasil, se passando por agências sérias, para conseguir fotos sensuais e nuas. O objetivo? É esperar para ver, mas com certeza não deve ser nada nobre. Confira a matéria aqui.

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