segunda-feira, junho 10, 2013

Brenda Fucuta


Na sexta-feira me surpreendi ao ver esse nome na lista de funcionários demitidos da editora Abril. Brenda, além de ser uma profissional impar, fez a revolução da Capricho, a destacando entre as demais revistas e preparando a publicação para o mundo digital...

A minha história no jornalismo tem muito a ver com essa mulher embora ela nem saiba disso. Logo que me formei, queria muito escrever para a Capricho. No entanto, não tive muito tempo de Brasil e logo me mudei para Londres. De lá, consegui um email dela, que na época era editora chefe da publicação.

Trocamos meia dúzia de emails e surgiu a ideia de uma coluna de moda focada em comportamento. Coluna essa que nunca saiu direito do papel. Eu era muito novo, nunca havia trabalhado como repórter e a Londres de 2002 não era a mesma de hoje - internet não havia em todo lugar, notebooks muito menos... Assim, minha colaboração com a Capricho não passou de emails trocados e muita vontade de escrever.

Anos depois, quando já estava de volta no Brasil e colaborando com a Aventuras na História, com Celso Miranda e Claudia de Castro Lima, voltei a escrever para ela, que prontamente me encaminhou para a editora de comportamento da Capricho. Lá fiz algumas matérias que nunca foram publicadas, mas me proporcionou a possibilidade de falar com pessoas super interessantes, como a blogueira Tavi G, que na época tinha 13 anos e acabado de explodir no mundo da moda.

Dai em diante a minha história com a Editora Abril não parou. Desse contato nascido em função de um email/recomendação da Brenda conheci vários editores, passei a colaborar com a VIP, sem nunca deixar a Aventuras na História para trás.

Depois vieram colaborações para a Mundo Estranho e, mais recentemente, para a ELLE, a qual continuo até hoje. Gosto muito da casa, mas pessoas como a Brenda vão fazer falta. Pessoas que pensam o jornalismo de maneira diferente. Que pensam fora da caixa naturalmente, sem forçar o processo.

Vejam só que em 2002 ela já queria fazer uma coluna de moda que falava de comportamento que ditava a moda, como música, gírias e referências, indo muito além das roupas por elas mesma.

O jornalismo perde, alguma outra indústria com certeza vai ganhar tendo uma profissional como Brenda Fucuta em seu time...

***
"On Friday I was surprised to see this name on the list of fired employees of Editora Abril. Brenda, besides being a professional odd, made the revolution at Capricho, the highlighting among other magazines and preparing the publication for the digital world ...
My story in journalism has a lot to do with this woman even though she doesn't knows it. Soon I graduated, I wanted very much to write to Capricho. However, I have not had much time in Brazil and then I moved to London. From there, I got her an email, she was that time editor in chief of the publication.
We exchanged a handful of emails and had the idea of ​​a fashion column focused on behavior. Column one that never left the right role. I was very young, had never worked as a reporter and London in 2002 was not the same than today - there was no internet everywhere, notebooks much less ... So, my collaboration with Capricho was merely exchanged emails and eager to write.
Years later, when I was back in Brazil and collaborating with the Aventuras na História, with Celso Miranda and Claudia de Castro Lima, returned to write to her, who promptly referred me to the publishing behavior of Capricho. I did some articles that were never were published, but it gave me the opportunity to speak with people super interesting, like blogger Tavi G, which at the time was 13 and just exploded in the fashion world.
Thereafter my story with Editora Abril has not stopped. That contact was born due to an email / recommendation from Brenda I met several editors, I collaborate with VIP magazine without ever leaving the Aventuras na História behind.
Then came to the collaborations to Mundo Estranho, and more recently, for ELLE, which continue to this day. I love the house, but people like Brenda will be missed. People who think journalism differently. Who think outside the box naturally, without forcing the process.
Look at that in 2002 she wanted to make a fashion column that spoke of behavior that dictated the fashion, like music, slang and references, going far beyond the same clothes for them.
Journalism loses, some other field else surely will gain industry having a professional like Brenda Fucuta on your team... (Translation by Google)"

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